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Desenhando a sombra - HKU











































O estúdio começa com a oportunidade única de combinar diferentes experiências arquitetônicas, tanto educacional quando culturalmente, para estudar um tema de relevância global: a sombra. Sombra, ou penumbra, o simples ato de bloquear ou diminuir a luz leva consigo uma relevância complexa em camadas de escala, cultura e contexto.  

O objetivo do estúdio é estudar a sombra através de uma perspectiva arquitetônica, destilar complexidades, a fim de revelar a individualidade ou perspectiva local que pode moldar a visão crítica global dos estudantes e influenciar em seu futuro como atuantes da arquitetura. A sombra, ou penumbra, não é um tema inusitado de pesquisa; nosso estúdio se envolve com o tema não através de uma perspectiva histórica ou eurocêntrica mas por meio de uma abordagem latina, em que a invenção de artefatos para a criação de sombra é o principal componente que garante conforto e proteção contra o sol e o calor. 

“Eu não possuo conhecimento especializado em arquitetura, mas eu entendo que na catedral gótica do ocidente o telhado é empurrado para cima e para cima para posicionar seu pináculo o mais perto do céu possível - e que aqui é pensado para mentir sua especial beleza. Nos templos do Japão, por outro lado, o telhado de telhas pesadas é primeiramente disposto e, no fundo, sombras acentuadas são criadas pelos beirais, o resto da estrutura é construída.”

TANIZAKI, Junichiro, em praize of shadows, p.36

Sombra nunca foi uma prioridade na construção de cidades contemporâneas -- sempre teve um status complementar, um espaço entre funções, uma função entre espaços. Sombra atuava como um elemento de suporte -- através de telhados, varandas, coberturas e outras tipologias arquitetônicas -- pela articulação, formal e programática, das funções consideradas primordiais para a nossa sociedade. Entretanto, com ondas de calor cada vez maiores, a sombra possui, em sua materialidade, a possibilidade flexível de performar diferentes funções; ela é, por essência, o vazio que permite ser ocupado, o gesto fundamental que protege e cria noção de território.

















PROFESSOR

Gustavo Utrabo


MONITORA 

Mariane Quadros de Souza


ESTUDANTES

Brenda Chang, Chen Wei, Chung Wingyan, Fan Pinyue, Jiang Naixin, Kent Mundle, Li Rui, Peng Chong, Sun Guolei, Wu Xialin, Xiang Shuyuan, Zhang Xinyue, Zhang Jie. 



UNIVERSIDADE

University of Hong Kong - Faculty of Architecture
LOCAL

Hong Kong


ANO DO PROJETO

2019


ANO DA CONSTRUÇÃO

2019


MATERIALIDADE

Madeira, Concreto, Tecido.